vanta

O que é uma massagem yoni, e como cuidá-la com acordo?

Contato numa região íntima, só se combinado. Pode despertar calor erótico suave ou intenso; não é orgasmo por encomenda nem consulta ginecológica.

Yoni é uma palavra sânscrita que nomeia a vulva, a vagina, o períneo, às vezes o útero como paisagem interna. Na prática, aponta para uma região íntima que merece tempo, palavras claras e muito cuidado.

Escrevo isto porque é a parte de que menos se fala com clareza, e é justamente a que mais merece palavras precisas e um tom amável.

Um terceiro registro de contato

Para muitas de nós, essa região do corpo costuma viver em dois registros. Um é médico: a maca, o espéculo, a luz fria. O outro é sexual: o desejo de outra pessoa, um ritmo que nem sempre escolhemos por inteiro.

Uma massagem yoni propõe um terceiro registro. Alguém que toca ali com a mesma qualidade de atenção com que tocaria um ombro. Sem diagnóstico e sem pressa. Num ritmo lento, quase ritual, para que o sistema nervoso possa confiar.

O que acontece na prática?

Pode ser externa: contato na vulva, nos lábios, no púbis, sem entrar. Pode incluir o interior se as duas combinarem, com lubrificação, com palavras, e com a possibilidade de parar num segundo sem explicar nada.

O ritmo é lento porque o corpo precisa de tempo. Não existe uma sequência a cumprir. Às vezes o trabalho é apoiar uma mão e ficar.

O que pode aparecer?

Pode aparecer prazer, suave ou intenso. Pode aparecer nada, uma região adormecida que só registra pressão. Pode aparecer uma memória, uma imagem, uma raiva antiga. Pode aparecer riso, porque o silêncio fica demais. Pode aparecer um orgasmo que você não pediu.

Nenhuma dessas coisas é o sucesso da sessão, e nenhuma é o fracasso. O erotismo é uma possibilidade bem-vinda, não uma meta nem um teste. O prazer não é um resultado a entregar.

É por isso que se combina, não se presume

Na Vanta o yoni não faz parte do encontro por padrão. A gente conversa na primeira meia hora e ele só acontece se as duas concordarem. Se combinarmos naquele dia, entra no valor daquele encontro; se não, o resto do corpo já é mais do que suficiente.

O corpo não é um cardápio. Muitas de nós chegamos com histórico de terem nos tocado sem perguntar, e a forma de cuidar disso é simples: oferecer, não deslizar.

Você pode dizer não na conversa. Pode dizer sim na conversa e não dez minutos depois, no meio da frase, com a mão. Isso não estraga o encontro. Isso é o encontro.

Continuar lendo

Consultar disponibilidade no seu bairro