O tantra histórico não é uma massagem com óleo em Palermo. São séculos de práticas, escolas e discussões. O Ocidente às vezes resume isso numa estética: lótus, dourado, energia sexual sagrada, uma playlist de tigelas. Essa imagem é incompleta, mas a intuição que guarda —que o erotismo pode ser sagrado— continua útil.
E ainda assim a palavra serve, porque nomeia algo que nos falta dizer: que o erotismo não precisa ser performance nem vergonha. Usá-la com honestidade significa dizer o que se faz, com preço e com limites, e deixar espaço para o mistério sem inventar linhagens.
